Associação dos Amigos do Rio Ovelha
   
   [Informações]
   

[Rio Ovelha]

O rio Ovelha nasce em Aboadela, na encosta de Pena Suar na Serra do Marão, Amarante (próximo ao parque éolico). Desce a encosta no meio de uma paisagem deslumbrante indo fertilizar o vale que abaixo o espera com os seus campos verdejantes. O seu curso de água tem aproximadamente cerca de 32 Km percorridos entre Amarante e Marco de Canaveses. O seu leito recebe o seu liquido precioso de todas as linhas de águas, ribeiros e rios provenientes da sua Bacia Hidrográfica, na qual se destaca parte da Serra do Marão e parte significativa da Serra da Aboboreira. A sua foz localiza-se em Fornos, no Marco de Canaveses desaguando no rio Tâmega. É um veio precioso de água que dá vida à terra e aos homens.

.:Flora
Os amieiros debruçam-se sobre o rio Ovelha e cobrem-no, na Primavera e no Verão, com ramos frondosos.
Essa sombra benfeitora enriquece o teor de oxigénio da água e resguarda-a de se perder por evaporação.
Juntamente com os salgueiros representam as manchas arbóreas mais significativas no interesse de um rio saudável, que lhe dá também a si da sua saúde.


.:Fauna
As lontras estão no topo da cadeia alimentar, dos nossos cursos de água ainda vivos, a seguir ao ser humano. Há outros mamíferos que também vivem num rio são: a toupeira-de-água e o rato-de-água.

As aves mais avistadas são a lavandisca-limícola, a galinha-de-água e o mergulhão-anão. Tímido, esconde-se o frango-de-água, é mais fácil ouvi-lo. Ao passear atento, silencioso, poderá acabar por ver estas e outras espécies, se os amigos-do-gatilho (que não são os caçadores) não os mataram de susto e os tornaram invisíveis.Entre répteis, as cobras-de-água — nenhuma das duas espécies é venenosa — cumprem o seu papel no equilíbrio do rio, assim como o lagarto-de-água. Destaque para a rã-ibérica, entre anuros, e para tritões e salamandras de variadas espécies.

Os insectos estão nas partes mais baixas da cadeia alimentar: libelinhas e escaravelhos-de-água, borboletas e aranhas, entre muitos outros. Todos com um papel importante, repartem desigualmente entre si os afectos humanos.

[Serra da Aboboreira]

A "serra" da Aboboreira é um relevo antigo, de configuração subtrapezoidal, constitindo, com o bloco que lhe é paralelo, a "serra", onde se implanta, imponente, o monte de Castelo de Matos, e a que se encontra ligado, a NE., pelo estrangulamento dos Padrões, o prolongamento mais ocidental da serra do Marão. Com mais de 15 Km de extensão e cerca de 7 Km de largura, desenvolvendo-se segundo a direcção NE.-SO., podemos defini-la pelos vales onde correm subsidiários dos rios Tâmega e Douro: o valo do rio Fornelo (ou Carneiro), apertado e de vertentes muito íngremes, de direcção NO.-SE., claramente de origem tectónica, limita-a a NE.; em vale, também de origem tectónica, a sul e a SE., separando-a da serra do Castelo de Matos, corre-lhe o rio Ovil; e a NO., o Ovelha, afluente do Tâmega, que se liga, em Padronelo, ao Fornelo (ou Carneiro) e, na Várzea, ao rio Marão; na extremidade SO., é contornada pelo Douro, entre Portela e Porto Manso, e pelos vales do rio Juncal (ou Galinhas) e da ribeira da Roupeira, cujos cursos de água, embora correndo em sentidos opostos, em direcção ao Ovelha e ao Douro, respectivamente, têm nascentes próximas e ocupam vales profundos, de vertentes, por vezes, abruptas.

A cumeada da Aboboreira corresponde a um planalto alteado, levemente ondulado, desenvolvendo-se à altitude de cerca de 940 m, com um ou outro ponto elevado, atingindo cotas próximas dos 1000 m; destacam-se os vértices geodésicos de Meninas (965 m), Srº da Guia (957 m) e Abogalheira (960 m), que definem amplas superfícies aplanadas (chãs).

O povoamento da região, de tipo concentrado, fez-se desde longa data, tanto nos vales como no alto da serra, onde as condições para a sobrevivência humana são menos favoráveis, quer pela agressividade dos invernos e dos ventos, frios e cortantes, que sopram do Marão, quer pelas dificuldades de acesso e de subsistência económica. Carvalho de Rei e Castelo, pitorescas aldeias implantadas nas encostas de pequenos outeiros, como Aldeia Nova e Aboboreira, em áreas mais abertas, e outras tantas pequenas povoações - Travanca do Monte, Guarda, Loivos do Monte, Telões, etc.-, habitadas por populações que até há pouco se dedicavam essencialmente ao pastoreio e à agricultura de subsistência, são exemplo da adaptação e persistência humanas.

Os primeiros indícios de ocupação humana da serra da Aboboreira datam de há cerca de 7000 anos.

Domingos Cruz in " Serra da Aboboreira: a Terra, o Homem e os Lobos "


 
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